sábado, 24 de setembro de 2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Fantasmas reparam a estrada entre a Portela do Homem e Leonte


O Jornal de Notícias referiu na sua edição do dia 22 de Setembro de 2016, que a Câmara Municipal de Terras de Bouro com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, estava a proceder à reparação da estrada EN 308-1 que liga a Portela de Leonte e a Portela do Homem.

No entanto, e segundo algumas testemunhas que utilizaram aquela via nesse dia, não foram avistados quaisquer trabalhos de reparação nem muito menos preparativos para os tais, pelo que se pode concluir que os trabalhos deverão estar a ser levados a cabo por fantasmas, porque a crer na notícia, as obras já terão começado e a estrada está de facto a ser reparada...

Não deixa de ser irónico o facto de estes trabalhos só agora se irem realizar, numa altura em que o Verão já se foi e a imagem negativa do Gerês ficou gravada na memória daqueles que aos fins-de-semana tiveram de pagar uma taxa de acesso a uma estrada esburacada já desde antes do início do Verão. Em três meses nada se fez a não ser pontuais remendos com asfalto ou com terra tirada das bermas!

"Incêndios: Para Quando uma Solução?" - Sessão Pública organizada pelo Movimento Alternativa Socialista


Numa altura em que as terríveis imagens dos fogos florestais começam a ficar esquecidas e os portugueses são já entretidos com os fait-divers do costume, o Movimento Alternativa Socialista pretende debater no dia 23 de Setembro, Sexta-feira, numa sessão pública que terá lugar na Junta de Freguesia de S. Victor, Braga, a problemática dos fogos florestais.

Nas últimas décadas, a floresta portuguesa tem vindo a ser violentamente fustigada por uma praga cujo único objectivo é fazer enriquecer vários sectores que encontraram na tragédia dos incêndios florestais um nicho de negócio altamente apetecível e lucrativo.

Todos os anos, desde há já muitos anos, assistimos à mesma miséria e desgraça que afecta não só os nossos espaços naturais, mas também as pessoas que neles vivem. Todos os anos assistimos à mesma juras e demonstrações de boas intenções e boas vontades de que "no ano que vem é que vai ser!" Infelizmente, nunca é e o preço é pago em vias humanas e na destruição da natureza.

Desde a década de 1980 que as áreas ardidas em Portugal são superiores à média Europeia, tornando-se no país líder na Europa em número de incêndios, com cerca de 700.000 mil, e de área de território ardido, com mais do equivalente a 40% de todo o território nacional (seguido pela Grécia, Itália e Espanha, todos com cerca de 12%). 

O governo anterior favoreceu a eucaliptização do país ao abrigo do Decreto-Lei n.º 96/2013, de 15 de Julho, que implementou o novo regime de arborização que liberaliza a plantação em monocultura de eucalipto, deixando de ser necessário pedido de autorização prévia às autoridades florestais até 2 hectares, e que tornou mais complexo e burocrático a florestações com espécies autóctones, como por exemplo sobreiro, carvalho, castanheiro, pinheiro bravo e manso e outras tantas. 

Portugal é o país do mundo com maior área de território ocupada por eucalipto (cerca de 10% de todo o seu território), a que correspondem quase 30% de área florestal sendo este valor inclusivamente superior ao da Austrália, país de sua origem. Isto cria uma alta susceptibilidade para a ignição de incêndios de fulminante propagação e enorme intensidade, sendo que os bombeiros australianos sugestivamente alcunham a espécie por cá predominante (eucalyptus globulus), de “gasoline tree” (árvore da gasolina), tal o seu nível de combustão.

Até meados dos anos 90, e antes de se transformar o combate aos incêndios num negócio, era a Força Aérea que operava os meios aéreos em Portugal. O nosso país está entregue à especulação do combate aos fogos florestais com as empresas a serem pagas a peso de ouro por casa hora de combate e muitas vezes utilizando pilotos da Força Aérea nesse mesmo combate.

São todas estas questões e muitas outras, que o Movimento Alternativa Socialista pretende debater no dia 23 de Setembro, Sexta-feira, numa sessão pública que terá lugar na Junta de Freguesia de S. Victor, Braga.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ADERE Peneda-Gerês promove nova acção de monitorização de trilhos pedestres


A ADERE Peneda-Gerês (Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional da Peneda-Gerês) está a promover uma acção de reconhecimento do estado de manutenção do trilho da Grande Rota da Serra Amarela (GR 34), inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), na área dos concelhos de Ponte da Barca e de Terras de Bouro. Em simultâneo, esta Associação avança com uma nova iniciativa de formação nos temas do património natural e cultural associados aos pontos de interesse desta rota, visando a capacitação de técnicos do território que têm responsabilidades nas áreas do turismo, atendimento e gestão de visitantes.

Realizou-se no passado dia 21 de Setembro a primeira acção de reconhecimento e de formação, percorrendo-se a primeira etapa desta rota de trinta e cinco quilómetros. Para além de técnicos da ADERE Peneda-Gerês, participam nesta ação técnicos dos municípios de Ponte da Barca e de Terras de Bouro, das Portas do PNPG e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (serviços locais do PNPG). A componente de formação foi orientada por técnicos especialistas das áreas da biologia e do património cultural.

A próxima iniciativa terá lugar no dia 29 de Setembro, com a realização da segunda etapa da rota, seguindo as duas etapas finais durante o mês Outubro.

Esta acção tem como propósito a monitorização das condições de utilização dos trilhos pedestres do PNPG, como forma de salvaguardar a segurança dos visitantes e de lhes proporcionar uma boa experiência de visitação.

No território existem várias estruturas de informação do Parque Nacional (Portas do PNPG, serviços do PNPG e a ADERE Peneda-Gerês) que os visitantes devem previamente contactar para se informarem sobre os trilhos pedestres e as suas condições de utilização.

Texto e fotografia: ADERE Peneda-Gerês (Texto corrigido para Português)

A odisseia dos livros em Pitões das Júnias


Não há dia que passe no qual a Biblioteca Aberta de Pitões não receba um livro! Estes vêm de todos os lados, do Brasil, da Inglaterra, da Alemanha e de muitos locais do Norte a Sul de Portugal. Também muitos autores enviam os seus próprios livros para esta Biblioteca em crescimento!

A iniciativa "Um Livro Para Pitões" e a Biblioteca Aberta de Pitões constituem uma verdadeira odisseia de livros naquela aldeia barrosã! É muita a emoção à chagada de cada livro, a cada volta do correio ou a cada visita ao Pólo do EcoMuseu de Barroso onde a Kátia Pereira os recebe com um sorriso emotivo no seu rosto! Ela própria refere, "Fico emocionada só de pensar nas pessoas a dispensarem o seu tempo para ir aos correios nos enviarem livros..."

O objectivo da iniciativa "Um Livro Para Pitões" no número mágico de 1.000 livros! Esta pretende ser uma iniciativa bastante simples e na qual todos possam participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e que o número de livros enviados atinja os 1.000 exemplares até 25 de Dezembro de 2016. Esta não será uma data limite para a iniciativa, será somente um incentivo para se consiga dar uma grandiosa prenda de Natal a Pitões das Júnias, às suas gentes e em especial às suas crianças.

No facebook, esta iniciativa pode ser encontrada aqui.

Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!



O livro de vossa escolha (mas preferencialmente de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre

No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!" e nos CTT não se esqueçam de referir que estão a enviar livros para assim usufruírem de uma tarifa reduzida pelo envio dos livros.

Aos fins-de-semana os livros podem ser entregues no Pólo do EcoMuseu de Barroso de Pitões das Júnias ao cuidado da Kátia Pereira.

Taxa da Mata de Albergaria - um roubo descarado!


Todos nós já sabemos qual é a verdadeira intenção da cobrança da taxa de acesso à Mata de Albergaria. Cobrada desde 2007, nunca se viu um cêntimo a ser investido naquele espaço natural, verdadeira razão de ser do Parque Nacional da Peneda-Gerês. A taxa só existe para engrossar um saco sem fundo existente num corredor obscuro do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em Lisboa.

Em 2016, e por falta de funcionários, o ICNF somente procedeu à cobrança desta taxa durante os fins-de-semana, contrariando assim o que está exposto na Portaria que a regulamenta. O roubo teria de continuar mesmo com a estrada num estado miserável e mesmo sem ter a capacidade de proceder a uma vigilância eficaz, pois seria mais útil utilizar os seis funcionários que estavam nos postos de cobrança para fiscalizar o estacionamento abusivo.

Entretanto, e sendo da responsabilidade da Câmara Municipal de Terras de Bouro, a estrada que liga a Portela de Leonte à Portela do Homem enche-se de buracos e o seu pavimento degrada-se de dia para dia. Na Lua, existem crateras mais pequenas do que alguns dos buracos que existem naquela estrada! Já foram vistos funcionários do ICNF a encher alguns dos buracos com terra tirada das bermas para minimizar o impacto que estas trincheiras de combate possam ter nos veículos que por ali passam.

A situação irá certamente piorar se nada for feito. O Outono está aí e as primeiras chuvas podem ainda demorar a chegar, mas quando chegarem aquela estrada irá transformar-se numa autêntica armadilha.

É sempre mais barato colocar uns sinais de trânsito a advertir do miserável estado da estrada pela qual tem de pagar 1,50 euros para circular do que proceder a obras de fundo na sua reparação.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

242... Os últimos dias do Verão nas Minas dos Carris


Foram os últimos dias do Verão nas Minas dos Carris. Uma caminhada por uma paisagem a precisar urgentemente da chuva do Outono, pois o Rio Homem está silencioso...








































































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)