quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXI) - Rã ibérica


A rã ibérica no Rio Homem, Serra do Gerês.


Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Fogos 2017 - O "Antes e Depois" dos fogos de 2017 em Portugal.


O blogue fogos2017.blogspot.com apresenta imagens de satélite de alta-resolução (10 metros/pixel) dos fogos que ocorreram em Portugal em 2017.

São centenas de imagens a cores, muito detalhadas, do "Antes e Depois" dos incêndios (mostram a mesma zona lado a lado, antes e depois do fogo).

As imagens ajudam a perceber a dimensão dos fogos e o seu impacto nas populações. É preciso ver o que se passou para perceber, decidir, ajudar.

Histórias do povo de Cabril: O êxodo rural, o semear os currais da Serra do Gerês e as carrejadas


O povo do Vale de Cabril, como muitas outras aldeias de montanha, estive muito tempo isolado e sem acesso às estradas e a luz eléctrica. O êxodo rural fez-se notar de uma forma avassaladora nas décadas de 60 e 70 do século passado e trouxe uma nova realidade: foi a fuga em massa do povo na procura de melhores condições de vida, fugiam a salto, enfrentavam o desconhecido, entregavam a sua vida aos passadores, muitos deles sem escrúpulos, fugiam a pé pela montanha. Tudo era válido para fugir de uma vida de trabalho e sacrifícios, fugiam da miséria da fome, devido ao isolamento, tinham sido esquecidos pelo país, pelas sedes de distrito... Por todos. 

Os campos foram abandonados, deixou de haver gente para os trabalhar, só ficaram os velhos, pois a idade já não permitia grandes aventuras. Foi por esta altura que os currais da serra do Gerês deixaram de ser semeados, pois deixou de haver gente para tão árduo trabalho. 

Os currais eram semeados nos fins de Setembro e Outubro, que coincidia com a descida da vezeira em direcção às várias aldeias e era também a altura em que os currais ficavam estrumados devido a permanência dos animai. Por norma, o gado dormia nos currais que eram para lavrar, isso já era uma competência do vezeireiro, era ele que tinha a missão de fazer dormir lá os animais, pois os currais que eram para semear eram escolhidos previamente. 

Os currais eram lavrados antes da descida dos animais, aproveitava-se a permanência destes, normalmente o arado e a grade era de uso comunitário e ficava sempre na serra dentro de uma cabana ou debaixo de uma pala para os proteger do tempo. 

O centeio era tirado nos fins de Junho, que era quando se faziam as carrejadas. Era um trabalho comunitário que envolvia muita gente e no qual eram necessárias para cima de vinte pessoas. Os homens iam quase sempre no dia anterior, que era para ir adiantando trabalho. Iam cortar o centeio e fazer os molhos. No dia da carrejada é que se fazia a romaria serra a cima, com os alimentos e o vinho a serem levados em cima de uma mula e custeados pelos donos dos currais. 

As carrejadas sempre foram pretexto de festa e, sobretudo para comer bem, daí a grande afluência de gente. As segadas e malhadas eram feitas debaixo do sol abrasador de Julho, havia sempre muita gente. O centeio depois de cortado ia para as eiras improvisadas para ser malhado. Na eira havia sempre uma grande competição de dois grupos de malhadores que batiam com os malhos na eira e o som do malho tinha de ser afinado, tinha de ser certo e alto, tinha que "broar". Pela serra adentro, os malhadores corriam a eira, ora avançando ora recuando, num ritmo e cadência certos, quando se ouvia a palavra "meio", o malho ficava na eira estendido e os malhadadores descansavam e bebiam um gole de vinho. A palavra "meio" significava chegar ao meio da eira. 

Depois de malhado o centeio era separado do colmo e limpo e era metido em sacos. O colmo era atado em molhos e era tudo carregado às costas serra abaixo. Havia sempre uma grande algazarra, onde eram deitadas vivas a este, vivas aquele, e grandes gritos que entoavam por toda a serra. Havia sempre uma paragem que era para beber primeiro e depois descansar que era no Penedo do Encosto, ao se chegar a Taboucinhas. Aqui, os gritos e a algazarra aumentava de tom, que era para se dar a ouvir na aldeia, onde era o ponto alto da festa. Era onde estava a ser cozinhada uma cabra no pote, que seria servida no fim do dia. O centeio era depois limpo e guardado em grandes caixas de madeira de castanho.

O colmo era aproveitado para fazer as chapelas para os cortiços o mel era uma das fontes de rendimento das aldeias. O colmo também servia para fazer os bancelhos para atar a palha e o feno, para encher os colchões das camas e para colmar as casas e os palheiros.

Texto de Ulisses Pereira

Fotografia © Luís Borges (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (30 de Novembro a 8 de Dezembro)


Previsão de queda de neve no dia 1 de Dezembro, nas Minas dos Carris.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Histórias mineiras: “Carris e Salto do Lobo”


A 23 de Setembro de 1941 são emitidos os éditos de concessão para Domingos da Silva, Lda. da zona mineira que mais tarde daria lugar à Mina do Salto do Lobo, sendo publicados no Diário do Governo a 29 de Outubro de 1941, e nos jornais Diário da Manhã e Primeiro de Janeiro a 30 de Outubro.

A grande procura de concessões mineiras acabou por trazer conflitos em muitas regiões do país e a zona dos Carris não foi excepção. A 11 de Julho de 1941 dá entrada na Câmara Municipal de Montalegre um pedido de registo mineiro por parte de José Maria Gonçalves de Freitas, de Montalegre, com a designação “Carris e Salto do Lobo”, sendo-lhe atribuído o registo mineiro n.º 318. O pedido de concessão mineira daria entrada na Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos a 20 de Setembro, sendo-lhe atribuído o n.º 10994. Os éditos mineiros para esta concessão seriam publicados no Diário do Governo de 14 de Outubro de 1941, e com este manifesto dava-se início a um conflito que iria durar quase dois anos e que iria prejudicar o desenvolvimento mineiro naquela zona da Serra do Gerês com os diferentes lados a demarcarem sucessivas concessões para assim impedirem o aceso mútuo à concessão principal. O texto seguinte é uma transcrição de uma carta de 10 de Outubro de 1941 enviada pelo então Presidente da Câmara de Montalegre, João Rodrigues Canedo, ao governo onde é relatada a situação conflituosa existente entre as duas partes que inicialmente reclamavam a posse da concessão do Salto do Lobo.

A 24 de Junho de 1941 Domingos da Silva fez o registo mineiro 303 do sítio denominado 'Salto do Lobo'. A 11 de Julho de 1941 José Maria Gonçalves Freitas e Abílio Gonçalves Barroso fazem também o registo mineiro 318 denominado 'Carris e Salto do Lobo', que se sobrepõe ao registo anterior.

O segundo registo é feito com a clara intenção de prejudicar o proprietário do primeiro registo e sob a desmedida ambição que nada respeita, veio originar grave questão, que teria causas verdadeiramente lamentáveis se eu, na qualidade de delegado policial neste concelho, não interviesse, ordenando a paralisação dos trabalhos de pesquisa já encetados por ambos os proprietários dos registos.

A situação mantém-se há dois meses e neste dia Domingos da Silva entregou na câmara uma petição para retomar os trabalhos. (...)

A Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos respondeu a 24 de Outubro à carta do Presidente da Câmara de Montalegre, afirmando que se deveria manter a decisão camarária e que não deveria ser autorizada qualquer nova pesquisa. Por outro lado, fazia constatar que o segundo proprietário não poderia trabalhar porque a sua pretensão era mais recente e porque Domingos da Silva já havia naquela data pedido a concessão.

No dia 10 de Novembro, José Maria Gonçalves de Freitas reclama o pedido de concessão da Sociedade Domingos da Silva Lda. devido ao facto de o ponto de partida definido para a demarcação da concessão não ser determinável como manda a lei. A resposta a esta reclamação surge a 24 de Novembro por parte da Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos, reafirmando que se deveria manter a decisão camarária e que não deveria ser autorizada qualquer nova pesquisa. Entretanto, a 12 de Novembro são afixados os éditos por 8 dias no átrio do Governo Civil de Vila Real.

Devido aos conflitos entretanto originados, o governo envia a 23 de Dezembro, uma carta à Sociedade Domingos da Silva na qual questiona sobre a sua intenção de prosseguir com o processo de pedido de concessão com o n.º 10.730, de 11 de Setembro de 1941, e à qual deve responder num prazo de 8 dias. A resposta a esta carta é dada a 29 de Dezembro com Domingos da Silva a reafirmar a sua intenção de prosseguir com o processo de concessão. Entretanto, José Maria Gonçalves de Freitas acaba por ceder os seus direitos a Abílio Gonçalves Barroso que por sua vez, a 6 de Maio de 1942, cede os seus direitos a um grupo constituído por José Maria Gonçalves de Freitas, António Barroso, Domingos Lopes e Domingos Gonçalves Pereira. Esta transmissão é comunicada à Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos a 11 de Maio

Texto adaptado de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLX) - Aldeia Medieval de Sancti Vincencii de Gerez


A cerca de 1000 metros para Sudoeste da aldeia de Pitões das Júnias e camuflado por um denso carvalhal encontra-se um povoado abandonado nos limites da Serra do Gerês.

Aqui, conservam-se vestígios de cerca de 40 casas de planta quadrangular, construídas com blocos graníticos, alguns toscamente aparelhados. Os arruamentos entre as casas estão também bem conservados, sendo que ainda mantêm o lajeado. O espaçamento entre as casas é de cerca de 3/4 metros, algumas conservam pouco mais de um metro de parede, mas consegue-se imaginar, sem grandes esforços a arquitectura desta aldeia.

Os carvalhos vão invadindo, pouco a pouco o interior de cada casa, conferindo a este sítio uma beleza rara. É a aldeia Medieval de Sancti Vincencii de Gerez, referida nas Inquirições Afonsinas de 1258, cuja ocupação se terá desenvolvido durante a Idade Média até inícios da Idade Moderna.

Situa-se na encosta do monte do Castelo, relativamente abrigada e rodeada de linhas de água. Relativamente ao abandono desta aldeia os motivos apontados, como a peste, não passam de meras especulações, pois não temos evidências que o possam comprovar. A poucos metros do povoado e junto à linha de água encontram-se abundantes restos de escória.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLIX) - Mina de Borrageiros


Criada em 1919, a Mina de Borrageiros é um belo conjunto de ruínas abandonadas em plena Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (29 de Novembro a 7 de Dezembro)


A previsão meteorológica para as Minas dos Carris para os próximos dias.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O livro "Sombras na noite" será apresentado no Parque de Campismo de Cerdeira


O livro "Sombras na noite" será apresentado no Parque de Campismo de Cerdeira, S. João do Campo, no dia 2 de Dezembro.

Diferente do meu primeiro livro, esta é a minha primeira incursão na prosa poética onde abundam os sentimentos gerados pelas paisagens de montanha, em em especial pelas paisagens da Serra do Gerês, e pela personalidade saudosista, além da irreverência do Amor.

O tema deambula entre as serranias Geresianas, a maior das paixões deste escritor, que já nos habituou imenso às suas palavras fortes que nos deixam a sonhar com noites nevadas, ventos frios à lareira, entre o crepitar do fogo e o uivar dos lobos.

Este é um livro de fotografia e textos de prosa poética inspirado nas serranias Geresianas, na saudade e no Amor.

Mais informações, aqui.

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (28 de Novembro a 6 de Dezembro)


Temperaturas mínimas de -4º C entre 30 de Novembro e 2 de Dezembro, e ausência de chuva.

domingo, 26 de novembro de 2017

Caminhadas guiadas às Minas dos Carris (2 de Dezembro e 13 de Janeiro)


O Parque de Campismo de Cerdeira está a levar a cabo uma série de actividades nas quais é possível visitar as antigas ruínas das Minas dos Carris.

Designada por "Caminhada aos Carris", esta actividade mensal tem como objectivo realizar uma visita guiada às minas com explicação dos aspectos mais importantes da actividade mineira na altura da II Guerra Mundial. A caminhada é feita ao longo do Vale do Homem.

As próximas actividades terão lugar a 2 de Dezembro e a 13 de Janeiro.

Inscrições limitadas

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"A Fronteira Será Escrita"


Trailer do documentário que completa a trilogia sobre a língua e a cultura na Raia que começou com "Entre Línguas" e continuou com "Em Companhia da Morte".

Muita gente pensa que, nas zonas fronteiriças, as pessoas dum e doutro lado da raia se entendem bem. Nem sempre é assim, mas a fronteira galego-portuguesa em geral, e particularmente a Baixa Límia e o Gerês, conformam um desses casos. Por motivos quer linguísticos quer culturais, os seus habitantes tinham, até há bem pouco, sérias dificuldades para explicar as diferenças que os definiam como pertencentes a dous países de costas viradas.

Mas o Estado uniformizador sempre sai vencedor e consegue dar a volta ao mais ancestral dos acervos. A cultura ativa de falar, tocar, bailar e cantar igual que os vizinhos é subjugada agora por outra identidade, mais passiva e acaso também mais poderosa, que consolida a fronteira. Ela vem de longe, armada com as mais poderosas ferramentas para comunicar, e atrevendo-se mesmo a renomear os lugares em que as pessoas vivem. O que antes se dizia igual, agora lê-se diferente, e a linha divisória torna-se por fim visível. Porém, para muitas pessoas, a escrita continua a ser a única fronteira que elas conseguem ver.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"As belas, bravias e invulgares gentes e montanhas do Gerês"


No P3 do jornal PÚBICO, pode ser visto aqui.

Durou três meses a incursão de Bruno pelos três concelhos do distrito de Viana — Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca — em busca "de vestígios de uma sociedade e economia rural que se encontra em vias de extinção", mas que pode ainda ser encontrada nas aldeias de Castro Laboreiro, Peneda, Soajo, Lindoso, Ermida ou Germil.

Excelente trabalho, mas nenhum dos lugares fotografados é no Gerês...

Fotografia©Bruno Simões Castanheira

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLVII) - Rio Homem no Teixo


Rio Homem na passagem do Teixo, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (24 de Novembro a 2 de Dezembro)


Chuva e tempo frio nas Minas dos Carris.

Sessão pública de apresentação da proposta do traçado da Grande Rota Peneda-Gerês


Terá lugar a 27 de Novembro, pelas 17h30 no Ecomuseu de Barroso uma sessão pública de apresentação da proposta do traçado da Grande Rota Peneda-Gerês.

Os objetivos desta sessão são a apresentação da proposta do traçado da Grande Rota Peneda-Gerês e a discussão e contributos para a mesma.

Pretende-se com esta sessão proporcionar um espaço de esclarecimento e debate sobre a proposta da GR Peneda-Gerês, criando oportunidade para que a população residente, as empresas e entidade locais possam apresentar os seus contributos.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Incêndio do PNPG...


Por incrível que pareça, ou não, hoje deflagrou um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês entre Fafião e Pincães.

Agradecemos do fundo do coração por mais umas centenas de metros quadrados de negro na Serra do Gerês...

Fotografia © Manuel Monteiro (Todos os direitos reservados)

"Em Companhia da Morte"


Em Companhia da Morte trata da estreita relaçom que se estabelece entre dous elementos que formam parte indissolúvel do processo vital da existência e natureza humanas, a vida e a morte. Todo isto narrado através de historias inquietantes que se desenvolvem longe das sociedades atuais mais urbanizadas, lá polas montanhas, como neste caso, as filmadas em Castro Laboreiro.

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (22 de Novembro a 1 de Dezembro)


Aí vem a chuva e uma possível descida de temperatura com mínimas de -4ºC para 29 e 30 de Novembro.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

domingo, 19 de novembro de 2017

Restaurante Lurdes Capela com exposição permanente sobre as Minas dos Carris


O restaurante Lurdes Capela, Caldas do Gerês, inaugurou no dia 17 de Novembro uma exposição permanente sobre as Minas dos Carris.

A exposição é composta por uma dezena de fotografias que retratam aquele complexo mineiro nos anos 40, 50 e 70 do século passado.



Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLIII) - Minas dos Carris


Minas dos Carris, Serra do Gerês, em tons de passado.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (19 a 28 de Novembro)


A chuva deverá chegar às Minas dos Carris a partir do dia 24 de Novembro.

sábado, 18 de novembro de 2017

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLII) - Cabra selvagem na Serra do Gerês


As cabras selvagens  na Serra do Gerês, vigilantes da serra.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Caminhada guiada às Minas dos Carris (2 de Dezembro)


O Parque de Campismo de Cerdeira está a levar a cabo uma série de actividades nas quais é possível visitar as antigas ruínas das Minas dos Carris.

Designada por "Caminhada aos Carris", esta actividade mensal tem como objectivo realizar uma visita guiada às minas com explicação dos aspectos mais importantes da actividade mineira na altura da II Guerra Mundial. A caminhada é feita ao longo do Vale do Homem.

A próxima actividade terá lugar a 2 de Dezembro.

Inscrições limitadas

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLI) - Outono na Portela de Leonte


Outono na Portela de Leonte, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (18 a 26 de Novembro)


Possibilidade de chuva nas Minas dos Carris a partir do dia 22 de Novembro.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Apresentação do livro "Sombras na noite" no Parque de Campismo de Cerdeira


O livro "Sombras na noite" será apresentado no Parque de Campismo de Cerdeira, S. João do Campo, no dia 2 de Dezembro.

Diferente do meu primeiro livro, esta é a minha primeira incursão na prosa poética onde abundam os sentimentos gerados pelas paisagens de montanha, em em especial pelas paisagens da Serra do Gerês, e pela personalidade saudosista, além da irreverência do Amor.

O tema deambula entre as serranias Geresianas, a maior das paixões deste escritor, que já nos habituou imenso às suas palavras fortes que nos deixam a sonhar com noites nevadas, ventos frios à lareira, entre o crepitar do fogo e o uivar dos lobos.

Este é um livro de fotografia e textos de prosa poética inspirado nas serranias Geresianas, na saudade e no Amor.

Mais informações, aqui.

Paisagens da Peneda-Gerês (CCL) - A eterna beleza das árvores


Mesmo na sua morte, a eterna beleza das árvores.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLIX) - Vale de Leonte e Pé de Medela


As cores e o céu de Outono adornam o Vale de Leonte e o Pé de Medela, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Transformar o Ambiente numa área prioritária: Urge mudar os comportamentos"

Um texto de Luís Miguel Alves sobre a mudança urgente de comportamentos na área do Ambiente.


Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (17 a 25 de Novembro)


Frio e nada de chuva nas Minas dos Carris.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O IVº Magusto Celta de Pitões das Júnias


Teve lugar a 11 de Novembro, a IVª edição do Magusto Celta de Pitões das Júnias que juntou naquela pequena aldeia Transmontana centenas de pessoas.

O programa de 2017 do Magusto Celta teve a sua abertura com a apresentação do livro "Sombras na noite",do autor Rui Barbosa, seguindo-se o Baptismo Celta Galego (utilizando nomes Celtas) e a entrega de fitas da Sorte (este ano com a cor azul).


Finalizada esta cerimónia, procedeu-se à apresentação do filme de etnografia da Raia Galego Portuguesa “Em companhia da morte ou mulheres da Raia”, apresentado por Eduardo Sanches Maragoto, Presidente da Associação Galega da Língua (AGAL).



Os visitantes concentraram-se depois no Largo do Eiró para assistir ao Pregão do Magusto e à despedida do Verão, seguindo-se o Magusto convívio com animação a dos Gateiros de Pitões.

Neste dia a aldeia de Pitões das Júnias teve aceso o seu forno comunitário para a cozedura de pão num evento que é raro e que acontece por altura de ocasiões festivas na aldeia.


Esta é uma festividade, que noutros países onde a cultura Celta permanece viva, recebe a designação de Samhain (Irlanda), Samhuinn (Escócia), Hop tu Naa (Ilha de Man), Calan Gaeaf (País de Gales), Kalan Gwav (Cornualha) e Kalan Goañv (Escócia), tendo vínculos entre todas as variantes atlânticas da festividade.

Um dos pontos altos, para além do convívio entre todos, é a queima do Velho Sol, que simboliza o ano velho. A queima é feita ao lado de dois cráneos de vacas barrosãs que simbolizam a prosperidade de uma sociedade que vive, de entre outras coisas, da criação de gado.



No blogue Desperta do teu Sono é referido por David Outeiro, que "Durante as datas ao redor do 1 de Novembro, os celtas acudiam a celebração duma das grandes óenach. Este tipo de festejos consistiam em grandes assembleias religiosas, políticas e rituais que tinham lugar num território fronteiriço e com presença de tumbas. É por isso habitual que nos territórios de celebração haja grande quantidade de túmulos megalíticos posto que para os celtas era necessário lembrar os devanceiros e recriarem as façanhas dos tempos míticos nos que teve lugar a génese do seu povo. Como não podia ser doutro jeito, na Galiza contamos com muitas evidências da celebração deste tipo de festejos por causa da existência de múltiplos encraves que cumprem ditas características. Também existem epígrafes que mostram esta tradição, tal é caso de "Coso Oenaego". Acreditava-se que neste tempo e nestes lugares, o mundo do Sidh, o Além irlandês é que se abria. Esta abertura permitia que os espíritos que habitavam o mundo inferior, o dos túmulos, saíssem ao exterior e pudessem interagir com o mundo dos vivos. Na Galiza temos o seu equivalente no mundo da Mouramia, o mundo inferior dos mouros. Tal e como apontamos noutro artigo, o termo que designa a esta mágica gente, poderia provir da voz celta MWROS que designa aos mortos.

(...)







A celebração herdeira do Sámonios na Galiza é o Magosto ou Magusto. Com respeito a presença do termo Sámonios na antiga Galiza, Tomás Rodríguez comenta:

'Assim e tudo convêm saber que na Galiza temos o topónimo do mosteiro de Samos, antigo "Sámanos" (documentado), que segundo os filólogos provém do céltico e significa "reunião, junta de gentes, assembleia". Tem a mesma raiz que Samhain ou que o galo Sámonios (documentado no
Calendário de Coligny), que se refere ao mês no que começa a metade escura do ano, quando as portas estão abertas para mortos e vivos, que se misturam numa grande festa documentada ainda nos séculos iniciais do cristianismo medieval, e cristianizada como Todos-Os-Santos e Fieis Defuntos'

Segundo afirma o Tomás, o termo Sámanos podemo-lo achar em documentos do ano 785 em Samos: /"monasterii samonensis"//, //"ad dominos de casa de Sámanos"/entre outros. Estadata pagã seria cristianizada, portanto, com o nome de Todos-Os-Santos (1 de novembro) no S IX e o dia seguinte no S XII como Dia de Defuntos. A pesar disto, na Galiza sobreviveu com o nome profano de Magosto. O José Manuel Barbosa num artigo por ele publicado em 2004 diz ao respeito do termo:

'Ao nome de Magusto têm-se-lhe dado várias origens etimológicas. Dentre elas a de “MAGNUS USTUS” que vem significar algo assim como “grande fogueira”, donde MAGNUS é grande e USTUS, queimado, ardido, em particípio passado do verbo “Uro”, arder, queimar. Pode ter umha certa lógica mas nós quereríamos propor outra desde aqui que tem a ver com as palavras “MAGUS” feiticeiro, bruxo, mago e “USTUS”. A maioria das palavras em galego-português provêm do acusativo latino que neste caso seria “MAGUM USTUM” donde seria mais fácil explicar a deriva para “Magusto”, e mesmo em dativo “MAGO USTO” literalmente “…ao ou para o mago queimado”.










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)